NAVEGUE PELO BLOGUE

28 de abril de 2018

O CENTENÁRIO PARQUE 1º DE DEZEMBRO

Parque 1º de Dezembro
Reprodução de postal ilustrado (inicio do séc. XX)


O Parque 1º de Dezembro, designação deliberada pela Câmara Municipal de Fafe em 1919, tem origem na abertura da ligação do centro da antiga vila à Estação de Caminho de Ferro, datada de 1907.

Até 1915, este espaço, que também se chamou de Parque Sidónio Pais e Parque 14 de Maio, era uma rampa em terra, que em nada facilitava a mobilidade entre a Estação de comboios e a actual Av. 5 de Outubro; na altura designada por Avenida de Paçô Vieira.


O Parque em 1915
Reprodução da "Illustração Cathólica", 1916

O centenário Parque 1º de Dezembro foi calcorreado por fafenses e forasteiros; foi uma passagem obrigatória para os utentes do comboio, durante quase oito décadas.

Um parque emblemático, agora requalificado ao gosto da modernidade, que ficou vistoso e limpo. Contudo não lembra a sua essência: O COMBOIO... motivo da sua génese.

Também aqui, apesar de anteriores "promessas" vãs, a história foi esquecida e a memória de um tempo de progresso e expansão da antiga vila de Fafe foi ignorada...

O Parque nos anos 60 do séc. XX
Foto de autor não identificado


O comboio, em Fafe, é para muitos uma nostalgia, uma memória que alguns querem apagar de vez.


O Parque em 2016








O Parque após a ultima requalificação


A requalificação do Parque, inaugurada no passado 25 de Abril, foi executada pela empresa Cândido José Rodrigues, SA pelo valor de aproximadamente 300.000 Euros.

23 de abril de 2018

ANTÓNIO MARQUES MENDES UM PRESIDENTE DA TRANSIÇÃO

António Marques Mendes
Reprodução do Almanaque Ilustrado de Fafe, 1974

A desempenhar funções de Presidente da Câmara Municipal de Fafe desde 12 de Julho de 1973, António Marques Mendes, conhecido e estimado advogado em Fafe desde 1960, assistiu, com agrado, à queda do Estado Novo.
Não obstante a simpatia que conquistou junto da maioria dos fafenses, como homem íntegro, profissional de excelência, que resultou em uma nomeação consensual como líder do Município de Fafe, Marques Mendes apresentou a sua demissão do cargo de Presidente de Câmara em 7 de Maio de 1974, por via de uma carta remetida ao representante da Junta de Salvação Nacional de Braga.


Reprodução do "Almanaque Ilustrado de Fafe", 1974


“Aceitei executar o cargo apenas com o espírito de servir, o melhor possível, o meu Concelho e a sua população, participando desse modo na vida da comunidade que é de todos e para todos, como publicamente o afirmei, embora com grandes prejuízos para a minha vida profissional e para a minha própria saúde”. Escreveu António Marques Mendes que, na mesma carta refere: “No acto da minha posse tive o grande prazer de sentir que a minha nomeação para o cargo teve o significado de uma verdadeira eleição, o que me deu a consolação de ter acedido aos desejos da maioria.
Porem, surgiu agora o momento, há tanto ansiado, de ser possível uma participação tão efectiva quão necessária de todos os portugueses na vida política do País, através dos indispensáveis processos democráticos.”

Mais adiante, no seu escrito, o chefe da edilidade fafense justifica o seu pedido de demissão enunciando: “Não o faço por solidariedade para com o regime deposto, nem para com os seus sequazes, pois sinto na alma a alegria dos vencedores e nunca a tristeza, inconformismo ou adaptação dos vencidos, nem o faço por desejar furtar-me a servir, pois agora mais que nunca seria capaz de negar à Pátria o meu modesto contributo. Mas faço-o porque pretendo que quem de direito, pelos processos que forem tidos por mais convenientes e legítimos, proceda, com plena liberdade de acção à adopção da solução que mais convenha ao interesse do Concelho e da Nação, e a minha permanência no cargo não será neste momento a solução que mais convém.”


Reprodução do "Almanaque Ilustrado de Fafe", 1974


Durante 11 meses, António Marques Mendes desempenhou o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Fafe, em período conturbado de mudança política.
António Marques Mendes foi o Presidente da transição dos últimos meses do regime deposto até ao primeiro Maio da Democracia.

Fonte: Jornal “O Desforço” e “Almanaque Ilustrado de Fafe”





18 de abril de 2018

HOSPITAL DA MISERICÓRDIA



Primeira pedra foi lançada há 159 anos

«A iniciativa da construção deste hospital, cópia de uma outra casa de "caridade" do Rio de Janeiro, deveu-se à filantropia dos "brasileiros" de Fafe, destacando-se, entre outros, Luis António Rebelo de Castro, Leonardo Ribeiro de Freitas, comendadores António Gonçalves Guimarães, Albino de Oliveira Guimarães e José António Vieira de Castro, liderados por José Florêncio Soares, que, no Rio de Janeiro, promoveu a constituição da comissão promotora desta benemérita obra.


O êxito da iniciativa fez com que rapidamente se tivesse conseguido avultadas verbas, iniciando-se a sua construção, com o lançamento da primeira pedra, em 6 de Janeiro de 1859, onde foram lançadas as tradicionais moedas de ouro, segundo a imprensa da época, símbolo da prosperidade desejada.»


Miguel Monteiro


IN: "Fafe dos «Brasileiros» (1860-1930) Perspectiva Histórica e Patrimonial, Fafe 1991

PRIMAVERA NA CIDADE

9 de abril de 2018

SNACK-BAR DOM FAFE





Numa época de progresso, com a vila a mostrar-se mais movimentada, mesmo fora das quartas de Feira, com muita gente a circular pelo centro da urbe, José Maria Moura Dias Azevedo, José Leite da Silva e Carlos Moura Dias Azevedo, em Sociedade, lançaram o Snack-Bar “Dom Fafe”, localizado “num dos pontos mais centrais da vila, na Praça Oliveira Salazar (actual Praça 25 de Abril).
«Com Café, Sala de Chá e Restaurante, apresenta uma decoração original e música permanente.»

«As pinturas das paredes, electricidade e decorações, estiveram a cargo de Professores da Escola Técnica de Fafe. O mobiliário é da Casa Alexandre Leite da Silva & C., Lda. da cidade do Porto.
Tem serviço permanente de almoços, jantares e lanches.»

O novo estabelecimento foi inaugurado na tarde do dia 15 de Outubro de 1966, com a presença de Alberto de Meireles Campos e Dr. Artur Antunes Aguiar, respectivamente, Presidente e Vice-presidente da Câmara Municipal, Padre Joaquim Leite Araújo; Eng. Mário Valente; Augusto Francisco Soares de Carvalho e António José Rodrigues de Carvalho, decoradores do Snack-Bar; Eng. João da Conceição Azevedo, responsável pela parte elétrica; outros convidados e imprensa.

Após um “copo d’água”, o pároco Leite Araújo e o Presidente da Câmara Municipal fizeram o elogio à nova casa e aos seus empreendedores.
Com uma longevidade de 47 anos, o “Dom Fafe” foi um dos mais emblemáticos “Cafés” da antiga vila e da cidade. Fechou as suas portas em finais de 2013, dando lugar à pastelaria “Cristo Rei”.  

1 de abril de 2018

ANIVERSÁRIO PÓSTUMO DE JOSÉ FLORÊNCIO SOARES



Uma das mais importantes figuras da História Contemporânea de Fafe que dá o nome a uma das principais Praças da cidade, cumpre hoje, 1 de Abril o 118º aniversário da sua morte.

«José Florêncio Soares, natural de Fafe, nasceu em 4 de Março de 1824 e faleceu em 1 de Abril de 1900. Casou no Brasil com D. Maria Teresa da Costa, natural do Rio de Janeiro, filha de Domingos José da Costa, natural de Oliveira de Azeméis, e D. Senhorinha Jesuína da Silva, natural de Minas Gerais, estado de Minas Cerais, Brasil.
José Florêncio emigrou, em 20/10/1837, para o Brasil com 13 anos de idade.
Foi um dos emigrantes mais bem-sucedidos no Brasil, revelando a sua obra perspicácia, espírito cívico e filantrópico invulgar. Antes dos 40 anos constrói esta majestosa casa (1861), participa activamente na fundação da Fábrica do Bugio, da qual veio a ser o único proprietário.

Aparece a liderar o grupo de «brasileiros» promotores da construção do Hospital da Misericórdia de Fafe, cópia de outra casa de caridade do Rio de Janeiro, a pedido de seu pai, médico, angariando donativos para a sua construção junto da comunidade de «brasileiros» de Fafe. A iniciativa teve êxito bastante para que rapidamente se desse início à construção da benemérita obra, expoente da filantropia dos «torna-viagem» de Fafe. Em 21/3/1863 fez-se a abertura da primeira enfermaria com nove camas e, desse facto, o jornal O Comércio do Porto, dizia em 21/3/1863.

“Abre-se quinta-feira em Fafe a parte do Hospital que se acha feita
e com capacidade para receber nove doentes. Este estabelecimento de caridade deve-se aos esforços de alguns cavalheiros de Fafe e muito particularmente ao Sr. José Florêncio, que tem sido incansável em promover os meios para levar a efeito um tão útil como humanitário estabelecimento.


Casa mandada construir por José Florêncio Soares (1861)


[…] Na quinta-feira à noite dá o Sr. Florêncio, distinto Cavalheiro de Fafe, um esplêndido baile. Fazem-se grandes preparativos para esta função, que promete ser sumptuosa. A Casa do Sr. Florêncio é das mais lindas de Fafe e o salão de baile é magnífico».

Como presidente da câmara liderou as principais obras dos finais do século XIX, das quais se destaca ainda o Jardim Público. Do entusiasmo com que se dedicou à causa ficaram belos registos na imprensa local, tendo sido tão polémica a sua relação com as forças vivas do concelho, que decidiu mandar esculpir em gesso e de tamanho natural três dos seus opositores, colocando-os na casa de banho da sua casa com os seguintes dizeres: «EMBARGARAM OS MUROS, EMBARGARAM OS PÓRTICOS, EMBARGARAM A CASA, EMBARGARAM TUDO»

Sabemos que um destes seus opositores foi Mons. João Monteiro Vieira de Castro e que o facto gerou tal curiosidade na vila que muitas foram as visitas às esculturas. De facto, este aposento terá sido o mais visitado, chegando tal curiosidade até ao século XX.
Distinguiu-se como o principal benfeitor da construção da Igreja Nova de São José, interrompida após a sua morte por muitos anos.
Do seu perfil e carácter ficou testemunho no epitáfio, que mandou gravar: «AQUI JAZ JOSÉ FLORÊNCIO SOARES QUE SEMPRE AMOU A TRABALHO».


30 de março de 2018

MARIA MACHADO MACRÓBIA DE MEDELO



Sob este título, a revista “Universal Lisbonense” publicou, em 1843, um apontamento redigido por Joaquim Ferreira de Mello, pai do fafense António Augusto Ferreira de Mello e Carvalho, 1º Visconde de Moreira do Rei que aqui transcrevemos:

«Na freguesia de S. Martinho de Medello, próximo da villa de Fafe, vive uma mulher por nome Maria Machada, que já conta 110 annos de existência: gosa-se de perfeita saúde, e de todos os seus cinco sentidos: ajudada do seu bordão ainda percorre as paróchias d’este concelho mendigando uma esmola: nasceu na mesma freguesia, em uma cabana miserável, situada no cume do oiteiteiro mais alto que alli existe, e desamparada ao rigor das estações: o seu alimento usual não passou nunca de pão de milho, e um caldo, que muitos dias talvez lhe tenha faltado, atenta a sua indigência: nunca teve moléstia grave, e no meio de sua pobreza, e no cume do seu oiteiro, que só ella tem habitado e habita; tem vivido mais feliz e contente que a maior parte dos reis e grandes do mundo, porque desconhece a ociosidade, e a soberba.
Transladado de uma carta, que em 9 de octubro nos-escreveu o sr. Joaquim Ferreira de Mello.» 

28 de março de 2018

O CONCELHO DE FAFE TEM 181 ANOS





Durante as reformas liberais do século XIX foi publicado um Decreto/Lei em 6 de Novembro de 1836 que determinou a constituição de um novo concelho, designado Fafe, herdeiro do ancestral concelho de Monte Longo.
Assim, às 11 freguesias que constituíam o antigo concelho de Monte Longo: Antime, Armil, Estorãos, Fafe, Fornelos, S. Gens, Medelo, Quinchães, Revelhe, Ribeiros e Vinhós, juntou-se Cepães, que deixou de ser concelho (Honra), sendo anexadas mais 6 freguesias que, até 1836, integravam o concelho de Guimarães: Felgueiras, Gontim, S. Miguel do Monte, Queimadela, S. Clemente de Silvares e S. Martinho de Silvares.
Estas 18 freguesias constituíram a génese do novo concelho que tomou a designação da localidade, desde sempre, cabeça de Monte Longo: Fafe.

Em 12 de Junho de 1837, o concelho de Fafe absorveu Moreira do Rei e Pedraído, antigos Coutos do extinto concelho de Monte Longo.
Dezasseis anos depois, em 1853, um novo Decreto anexou a Fafe outras freguesias: Aboim, Agrela, S. Romão e Santa Cristina de Arões, Golães, Fareja, Freitas, Passos, Serafão, Travassós e Vila Cova, todas do concelho de Guimarães; Ardegão, Arnozela e Seidões do concelho de Celorico de Basto e Várzea Cova, do antigo Couto de Refojos De Basto.

Em 24 de Outubro de 1855, o concelho de Fafe ficaria completo, com a anexação de Regadas, até então, pertencente a Celorico de Basto.
A freguesia de Jugueiros, do concelho de Felgueiras, integrou o de Fafe entre 31 de Dezembro de 1853 e 24 de Outubro de 1855.

Desta forma, o concelho de Fafe, com as suas 36 freguesias, perdurou 158 anos.

Com a reforma Administrativa de 2013, onze freguesias foram unificadas, passando para 25 o número total de freguesias do actual concelho de Fafe.


Origem das freguesias do concelho de Fafe
(clique na imagem para aumentar)

FONTE: Bernardo de Serpa Marques
"De Monte Longo a Fafe: as reformas dos concelhos no século XIX"
In: Actas das 2ºs Jornadas de História Local, Fafe, 1998

23 de março de 2018

PONTE DE PASSOS TEM ORIGEM ANCESTRAL

Ponte de Passos vista de montante




A ponte de Passos, como estrutura de cantaria (pedra grande esquadrada), já existia no século XVIII. Em 1758, nas Inquirições Paroquiais, é referida uma travessia sobre o Rio Vizela na freguesia de S. Vicente de Passos.

«… Tem mais a ponte chamada de Passos que hé de padieiras de pedra…»
Relatou o vigário Jozé de Freitas Villas Boas em 14 de Maio de 1758, respondendo ao inquérito mencionado.

Em um outro Inquérito Paroquial datado de 1842, o abade António Luiz da Cunha Vieira, relativamente ao rio em S. Vicente de Passos, escreveu: «Há um rio que terá de largura 20 varas (22 metros) chamado Vizela e de profundidade, em partes, 3 varas (3, 30 metros) tem duas pontes chamadas de Passos, feitas em padieira…».
Na imprensa local dos finais do século XIX, sabemos que a estrada entre Fafe e Póvoa de Lanhoso já estava aberta, até ao lugar de Requeixo, em 1893.

Só em 1905 a estrada ficaria transitável até à Póvoa de Lanhoso. Dois anos depois, em 1907, seria terminado o “empedramento” (pavimento em macadame).
Desconhecemos, até à data, qualquer referência à construção da ponte de Passos. Com certeza sabemos que em meados do século XVIII já ali existia uma passagem em cantaria sobre o rio Vizela.

Acreditamos, porém, que a referida passagem tem uma origem mais recuada; admitimos a hipótese de ali ter existido um pontão ou poldra medieval, dada a importância e densidade populacional daquela parcela de território, desde, pelo menos, o século XIII.
Também é possível que, em determinado momento, tenha sido ali construída uma passagem em madeira.


Ponte de Passos vista de jusante

Os elementos disponíveis são muito escassos e, de facto, não é possível conhecer com exactidão a origem daquela importante passagem sobre o rio Vizela.  
Como acontece na grande maioria das pontes históricas, também a ponte de Passos sofreu, ao longo do tempo, algumas alterações, chegando aos nossos dias com uma arquitectura que nos parece poder ser enquadrável no momento da abertura da estrada em direcção à Póvoa de Lanhoso, na primeira metade do século XIX.

Naquela época, a ponte foi certamente alvo de obras de beneficiação que teriam alterado a estrutura do século XVIII, aproveitando, porém, em boa parte, elementos preexistentes.
Estamos portanto perante uma ponte histórica herdeira de uma passagem ancestral sobre o rio Vizela, reconstruída há mais de uma centúria e meia.

A famigerada ponte de Passos é portanto património que deve ser conservado como um testemunho histórico oitocentista com reminiscência ancestral.
Diz-se, agora, que a Infraestruturas de Portugal optou por construir uma ponte nova de substituição, é uma boa solução. Esperamos que a antiga e emblemática Ponte de Passos seja preservada e, se possível, aproveitando os “milhões”, seja alvo de manutenção e valorização… só ficava bem aos responsáveis pela obra!

17 de março de 2018

VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA A PRIMEIRA VEZ EM FAFE

Reprodução do "Almanaque Ilustrado de Fafe", 1934


A Primeira edição da Volta a Portugal em Bicicleta teve lugar em 1927, contudo, os elevados encargos económicos implicados, apesar da popularidade da prova, conduziram à suspensão da Volta que só voltou a realizar-se em 1931.
No ano seguinte a corrida regressa à estrada, e Fafe assiste, pela primeira vez, à passagem dos ciclistas participantes na 3ª Volta a Portugal em Bicicleta.

Em tarde tórrida de Domingo 4 de Setembro de 1932 realizava-se a etapa de Vidago ao Porto. Jornalistas, repórteres e populares “foram esperar o primeiro pelotão para além da Lameira”. À frente da corrida vinham: José Maria Nicolau, Fernandes da Silva, Alfredo Trindade (vencedor da 3ª Volta) e Valentim Afonso.



José Maria Nicolau (1932)





“Á margem da estrada muito povo e crianças que davam palmas aos intrépidos corredores. No centro da Vila uma grande multidão aguardava, coroando-os de palmas à chegada (14h30).
Na redacção do jornal “O Desforço” foi instalada uma “agência” do “Diário de Notícias onde diariamente eram afixados os resultados das etapas.
Foi assim, há quase 86 anos, que Fafe entrou no circuito da maior prova do ciclismo nacional.

Fontes: Jornal “O Desforço” e “Almanaque Ilustrado de Fafe”